A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) está passando por uma transformação importante: o modelo em papel dá lugar a um padrão digital nacional. Para gestores de aluguel por temporada e hotéis no Brasil, isso impacta diretamente o check-in, a coleta de dados, os procedimentos da equipe e o risco de não conformidade.
O que é a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) digital?
A FNRH digital é a versão oficial, em formato eletrônico, do registro de hóspedes no Brasil. A proposta é substituir o preenchimento e arquivo físico por um fluxo padronizado, com cadastro e gestão digital do registro do hóspede.
Na prática, a FNRH digital organiza:
- o registro de dados do hóspede e da estadia;
- as etapas do processo (pré check-in, check-in e check-out);
- o armazenamento estruturado dessas informações para fins administrativos e de controle.
Ficha Nacional de Registro de Hóspedes: o que muda em 2026
O principal ponto é que o registro deixa de ser tratado como “ficha em papel” e passa a ser um processo digital padrão.
Mudanças operacionais mais relevantes
- Fim do papel como padrão: o registro físico deixa de ser a referência principal.
- Fluxo mais padronizado: o processo tende a seguir etapas claras (pré check-in, check-in, check-out).
- Mais consistência de dados: aumenta a necessidade de coletar informações completas e sem erros.
Quem precisa cumprir?
A exigência se aplica a meios de hospedagem no Brasil. Para gestores, isso normalmente inclui:
- aluguel por temporada (casas, apartamentos, multiunidades);
- pousadas e hostels;
- hotéis e flats/serviced apartments;
- operações profissionalizadas que se enquadrem como hospedagem.
Se você gerencia várias propriedades, o impacto é ainda maior, porque o processo precisa ser replicável e consistente em toda a operação.
Pré-requisitos comuns: conta gov.br e Cadastur
Para operar em plataformas e fluxos oficiais no Brasil, é comum que existam exigências de:
- conta gov.br (para acesso e autenticação);
- situação regular no Cadastur (cadastro turístico), principalmente para meios de hospedagem.
O que fazer já: confirme se o seu cadastro está atualizado, com dados corretos do responsável e do estabelecimento.
Quais dados a FNRH digital exige?
Embora cada operação possa ter particularidades, a FNRH digital tende a exigir um conjunto amplo de informações, agrupadas em categorias. Abaixo está um resumo prático para você validar seus formulários e rotinas.
1) Identificação do hóspede
- nome completo;
- data de nascimento;
- nacionalidade;
- documento de identificação (ex.: CPF para brasileiros; passaporte para estrangeiros, conforme o caso).
2) Contato
- telefone;
- e-mail.
3) Endereço e procedência
- país/estado/cidade;
- endereço (rua, número, CEP, etc., quando aplicável).
4) Informações da viagem e da estadia
- motivo da viagem (ex.: lazer, trabalho);
- origem imediata e próximo destino;
- meio de transporte (e placa do veículo, se aplicável);
- código/identificador de reserva;
- datas previstas e efetivas de check-in/check-out;
- quantidade de hóspedes.
5) Atenção especial: menores
Operações precisam de um procedimento claro para casos envolvendo menores, pois podem existir exigências adicionais de documentação e responsabilidade legal.
Dica operacional: crie um “roteiro de exceções” para menores, grupos grandes, hóspedes estrangeiros e check-ins fora do horário.
Prazos: quando entra em vigor?
O marco regulatório estabelece um período de adaptação e uma data de início após publicação da norma.
A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes agora é 100% digital em todo o Brasil.
📜 Base legal:
• Portaria MTur nº 41, de 14/11/2025
• Lei nº 11.771/2008
• Decreto nº 7.381/2010
⏰ Prazo de adequação: até 19 de fevereiro de 2026
🏨 Vale para hotéis, pousadas, hostels, resorts, campings e demais meios de hospedagem.
👤 Pro turista: menos papel, check-in mais rápido e pré-check-in online.
🏢 Pro setor: sistema obrigatório, digital e integrado ao governo.
⚠️ Depois do prazo, não é escolha — é exigência legal.
Como gestor, trate 2026 como ano de implementação e maturação do processo, com foco em:
- alinhar coleta de dados;
- treinar equipe;
- ajustar comunicação com hóspedes;
- preparar contingências.
Consequências de não cumprir (na prática)
Mesmo sem entrar em detalhes jurídicos, o risco operacional é claro: quando o registro passa a ser padronizado e digital, falhas tendem a aparecer com mais facilidade.
As consequências mais comuns para quem não está pronto incluem:
- problemas em fiscalizações (fichas incompletas ou ausentes);
- atrasos no check-in (dados coletados às pressas e com erros);
- retrabalho e custos operacionais (equipe preenchendo dados manualmente);
- exposição administrativa (não conformidade e penalidades, dependendo do caso).
Checklist de implementação para gestores de aluguel por temporada
Use este checklist como plano de ação:
1) Governança e cadastros
- validar situação do estabelecimento e cadastros necessários;
- conferir dados do responsável e do empreendimento.
2) Padronização do processo
- desenhar o fluxo de check-in do seu portfólio (um padrão único);
- definir quem confere documentos e dados;
- criar regras para “chegadas fora do horário”.
3) Revisão dos formulários
- garantir que você coleta todos os campos essenciais;
- reduzir erros com validação simples (ex.: formato de documento, e-mail, datas).
4) Treinamento de equipe
- preparar roteiro de atendimento e suporte ao hóspede;
- definir como agir em casos especiais (menores, estrangeiros, grupos).
5) Comunicação com hóspedes
- enviar instruções claras antes da chegada;
- explicar por que os dados são solicitados;
- manter o tom objetivo e profissional para reduzir atrito.
Conclusão
A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato digital muda o registro de hóspedes no Brasil de uma “ficha arquivada” para um processo operacional padronizado. Para gestores de aluguel por temporada e hotéis, a preparação depende de: cadastros em ordem, formulários completos, equipe treinada e comunicação clara com hóspedes.
Quanto mais cedo você padronizar o fluxo de check-in e ajustar os campos de dados, mais tranquila tende a ser a adaptação ao novo modelo em 2026.
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FAQ
1) O que é a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) digital?
É o modelo digital oficial para registrar hóspedes e informações da estadia em meios de hospedagem no Brasil, substituindo o preenchimento em papel.
2) Quem é obrigado a usar a FNRH digital no Brasil?
Em geral, meios de hospedagem. Para gestores, isso inclui hotéis, pousadas, hostels e operações de aluguel por temporada que se enquadrem como hospedagem.
3) Quais dados a FNRH digital exige no check-in?
Normalmente: identificação do hóspede (nome, data de nascimento, nacionalidade e documento), contato (telefone/e-mail), endereço/procedência e dados da viagem/estadia (datas, reserva, motivo da viagem e destino).
4) Qual é o prazo para adequação à FNRH digital (2026)?
A norma prevê início após período de adaptação. Para planejamento, gestores devem tratar 2026 como o ano de implementação e garantir processos prontos desde o primeiro semestre. Prazo de adequação: até 19 de fevereiro de 2026
5) O que acontece se eu não cumprir a FNRH digital?
Risco de problemas em fiscalizações, retrabalho, atrasos no check-in, registros incompletos e possível exposição a penalidades administrativas, dependendo do caso.
6) Como preparar minha operação (aluguel por temporada) para a FNRH digital?
Padronize o fluxo de check-in, revise os campos obrigatórios, treine equipe, defina um procedimento para menores e crie comunicação pré-chegada clara para coletar dados com antecedência.
